Tanto o surf quanto a fotografia surgiram de modo inusitado na minha vida mas ambos se tornaram naturalmente parte dela. E assim como você procura se adaptar a uma onda, à prancha, ou mesmo ao seu nível de surf, a fotografia é uma busca por adaptação. Adaptação do olhar a uma situação. À luz, ao momento. E o surf proporciona, para mim, essa situação, ou melhor, várias situações que enchem meus olhos de curiosidade. 

 

        Compor com a onda, o mar ou toda uma praia - as vezes inserida no meio de uma cidade ( como no meu Rio de Janeiro ), as vezes no meio de dunas desérticas ou em uma ilha tropical - é o que busco no meu trabalho. Poder expressar diferentes visões do que já é tão diversificado e variante, afinal nem o surfista e nem o mar param, e muito menos a cidade. Opto pela fotografia exatamente pela possibilidade de congelar tudo isso.

 

        Fotografo desde 2003, mais ou menos o final da era analógica. Nessa época, saber conciliar a linguagem fotográfica com os avanços tecnológicos foi quase que uma exigência para continuar no mercado. Passei alguns anos trabalhando como freelancer de revistas especializadas para, em 2007, lançar junto com alguns amigos um projeto de uma revista virtual de surf, a “Blackwater”. Foram cinco anos de produção intensa e muito aprendizado, principalmente com relação a edição e tratamento de imagens. Com o término do projeto, voltei a trabalhar como autônomo e lançar outros projetos e séries fotográficas ligados ao surf.

  • Black Instagram Icon
0