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Rápida manhã no Leme


Essa foi uma sessão fotográfica que fiz na praia do Leme na última quinta-feira ( 11.04 ). Confesso que inicialmente minha intenção era só capturar algumas texturas e ondas em baixa velocidade mas, sem querer, essa manhã foi ganhando novos quadros.



Cheguei na praia ainda antes das seis para pegar uma luz bem baixa, ganhando intensidade com o nascer do dia. Só fui perceber um pouco depois, mas o céu amanheceu com uma camada de nuvens no horizonte, isso mudou um pouco a incidência e as cores das fotos.


Gosto de fazer esse tipo de foto até que a luz fique relativamente forte, não costumo fechar o diafragma mais do que F 8 nesses casos, consequentemente com a luz mais alta, fica impossível usar velocidades muito baixas na configuração da câmera.



Pouco tempo atrás, havia reparado em alguns quadros interessantes focando a direita que quebra mais para o meio da praia ( o Leme é um canto esquerdo ) e vi a possibilidade de fazer mais uns teste com algumas séries que quebravam bonitas nessa manhã.


A formação das ondas estava ainda um pouco irregular, o mar vinha de uma ressaca nos últimos dias e o terral começava a pentear as ondas lentamente. A formação das ondas para fotografar as vezes é um pouco diferente da formação ideal para surfar. É uma questão estética, de como a onda se forma e como quebra, isso pode atrapalhar uma foto e, se você está percebendo que não consegue a onda que quer no quadro, mudar de ângulo pode ser uma solução. As vezes, a foto frontal ajuda quando as ondas não estão tão bonitas vistas de lado, e vice e versa.



Comecei então a caçar essas direitas com diferentes quadros. No início estava usando minha 28-135 mm e mudei para a 100-400mm para fazer alguns testes. É bom reparar na luz começando a entrar na foto. O canto do Leme é o último lugar a receber o sol e dá para reparar como os prédios ao fundo já estavam iluminados enquanto o mar permanecia em uma luz bem mais baixa. Isso fez com que eu constantemente mudasse a configuração da câmera atrás da luz certa nos diferentes pontos que quebravam boas ondas. Depois de um tempo, você sabe naturalmente as mudanças que precisa fazer.



Copacabana, a continuação do Leme e onde estavam essas direitas, é um fundo de areia bem irregular. Muitas dessas ondas não me pareciam surfáveis, mas estavam bem "fotografavéis". É interessante ver como a onda ( o mar ) reflete a luz da cidade. Esse tom meio amarelado e as linhas de luz que se formam na parede são reflexos dos prédios que recebem luz direta do sol antes.



A terceira parte dessa sessão foi com ação. Os surfistas Gabriel Sodré ( @surfergabrielsodre ) e Marcelo Luccas ( @marcelo.luccas ) foram a procura dessas direitas que quebravam aleatoriamente.


Antes das 9 da manhã, finalizei a sessão.










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