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Deu Paúba

De ferias no litoral norte de São Paulo e com a entrada de uma ondulação de sul e previsão de vento leste, uma palavra veio a cabeça: Maresias. Bem, na verdade esse não era o meu plano inicial, visto que estou em Itamambuca, a quase duas hora do pico em São Sebastião, mas com a pilha do fotografo Gabriel Ferreira, que mora aqui em Ubatuba, resolvi nem pensar duas vezes: Maresias seria.


Depois de muitos anos fotografando surfe, seria a minha primeira vez nessa região do litoral de São Paulo. Uma falha, confesso, mas estava indo no momento certo e com uma boa ondulação, a primeira vez prometia.

A pilha para ir veio na própria quinta de manhã, por isso saímos um pouco tarde para a missão, tudo bem pois o tempo ainda estava começando a abrir e parecia que o leste ia soprar forte mesmo fim de tarde. Ainda no caminho, descobrimos que uma outra opção poderia ser a praia da Paúba, um quebra coco insano ao lado de Maresias. No dia anterior, auge do swell, a maioria das imagens era da Paúba, inclusive com um tubasso do Gabriel Medina.


Deived Silva


Não deu outra. Com condições um pouco estranhas e com o leste teimando em soprar fraco, Maresias ficou de lado e apostamos na Paúba, que parecia melhor para o surfe e, pela onda quebrar praticamente na areia, era uma opção fotográfica melhor.



A Pauba é uma onda diferente de qualquer outra que já tinha fotografado. É uma praia super pequena, muito menor do que imaginava, com dois costões onde as ondas refratam e fazem ondas triangulares. Como lá tem formação de praia de tombo, as ondas quebram super tubulares, muitas vezes se deformando pela própria bancada, mas, pelo que vi, sempre vem um tubo perfeito. Tanto para a direita, quanto para a esquerda. Com o tempo nublado e ondas um pouco menores do que imaginava, acabei não procurando ângulos tão diferenciados para fotografar, mas o pico oferece muitos.


Ficam aqui alguns registros desse dia de Paúba.










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